quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Câmara pode abrir CPI para investigar Movimento Sem Terra 26/08/2015 08:43
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) informou que faltam poucas assinaturas para protocolizar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária, da qual é vice-presidente, que aconteceu ontem. Ele alega que há denúncias de desvios de recursos públicos por entidades e Organizações Não Governamentais ligadas, inclusive através de convênios firmados com o Instituto Nacional De Colonização e Reforma Agrária (INCRA), sobretudo entre os anos de 2013 e 2015.
A expectativa é descobrir como o movimento se mantém financeiramente promovendo a invasão e destruição de propriedades rurais e de prédios da administração pública e privada. “Essa CPI é justamente para perguntar de forma clara como você sobrevive; como você sai de um estado para outro para invadir uma terra, um laboratório. Como ficam acampados à beira de estradas, se alimentando sem produzir nada? Nós queremos saber a fonte desse dinheiro e tomara que consigam explicar e que os recursos não tenham origem criminosa, como temos recebido denuncias”, disse por meio de assessoria.
Após conseguir o número mínimo de assinaturas – 171, o pedido é protocolizado na mesa diretora e se estiver dentro dos critérios estabelecidos pelo regimento interno é apresentado ao plenário para que os líderes partidários indiquem os integrantes, num total de 25. A CPI tem duração de 120 dias, podendo ou não ser prorrogada.
Convocação- Enquanto coleta as assinaturas que faltam para pedir a instalação da nova CPI, o deputado Nilson Leitão apresentou na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, um requerimento de convocação para que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, explique as denúncias de desvio de recursos através de ONGs, conforme relatado em diversas reportagens.
O requerimento será apreciado na Comissão durante sessão deliberativa hoje.
Fonte: Redação Só Notícias/Agronotícias (foto:assessoria/arquivo)
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