sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Falta de chuva eleva preço da energia para patamar inédito com taxa extra de R$ 3,5 por 100 kWh

Da Redação - André Garcia Santana
29 Set 2017 - 15:56




A falta de chuvas e a decorrente necessidade de uso mais intenso das termelétricas causaram mudança na bandeira tarifária da energia elétrica, que deve ficar vermelha em outubro, com taxa extra de R$ 3,5 a cada 100 kWh consumidos. De acordo com anuncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) feito nesta sexta-feira (29), a bandeira passar para vermelha patamar 2, o mais caro previsto. É a primeira vez que o patamar 2 é acionado - desde que a bandeira vermelha passou a contar com as duas graduações, em janeiro de 2016.


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Segundo o relatório do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS), o valor da usina térmica mais cara em operação é de 698,14 R$/MWh, da UTE Sepé Tiaraju (RS). A situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas alcançou níveis preocupantes e, ainda que não haja risco de desabastecimento de energia elétrica, é preciso reforçar as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício.

A Energisa esclarece que, embora a bandeira tenha mudado, não houve aumento recente na tarifa de energia elétrica por parte da empresa em Mato Grosso e que a última alteração ocorreu em abril deste ano, com efeito médio de redução de 2,10%. Atualmente a tarifa da Energisa Mato Grosso está em 32º no ranking das tarifas residenciais e comerciais.


 
A empresa lembra, no entanto, que há outros encargos que podem impactar no valor final da tarifa, como as bandeiras tarifarias e impostos, e isso pode ser observado na conta de energia elétrica, no espaço "Demonstrativo". As bandeiras tarifárias são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e valem para todo o País e podem ser verificadas no site http://www.aneel.gov.br/bandeiras-tarifarias.
 
Aumento do consumo em Mato Grosso
 
A Energisa também lembra que historicamente o consumo de energia tem um aumento de aproximadamente 17% nos meses de setembro e outubro por causa das condições climáticas, como calor e tempo mais seco.  Uma ação simples que o cliente pode fazer é verificar se no ano anterior, neste mesmo período, o consumo foi similar ao de 2017. O histórico está disponível na fatura de energia elétrica - logo abaixo do valor a ser pago.
 
Com estas duas observações o cliente pode concluir se houve uma alteração no preço (tarifa) ou no consumo (energia utilizada).  Tais informações podem ser encontradas no site www.energisa.com.br e no aplicativo Energisa On, disponível nas versões IOS e Android.
 
No final de agosto o Agro Olhar divulgou uma pesquisa que aponta influência das altas temperaturas e da falta de chuvas no aumento do consumo residencial  nos últimos meses em Mato Grosso. Conforme estudo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). De acordo com os dados, o estado teve aumento de 15,3% no consumo de energia no mês.

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