quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Dificuldades no setor logístico
Até agora, dois anos após o seu lançamento, o Programa de Investimento em Logística (PIL) desenvolveu, parcialmente, os seus objetivos. No escoamento da produção nos portos e ferrovias os investimentos governamentais ficaram travados
Espera-se que, no próximo governo federal, a partir de 2015, tenhamos a tão aguardada construção de uma logística de transportes, investimentos privados e redução dos custos de produção. Para ingressar na rota do crescimento sustentado mundial, a Nação necessita corrigir, com urgência, tais problemas, que a marginaliza da concorrência nos mercados globais.
Até agora, dois anos após o seu lançamento, o Programa de Investimento em Logística (PIL) desenvolveu, parcialmente, os seus objetivos. No escoamento da produção nos portos e ferrovias os investimentos governamentais ficaram travados. Em 2014, a malha ferroviária foi reduzida para 23 mil quilômetros, sendo que, em 1960, era da ordem de 38 mil quilômetros. Na matriz de transportes, as rodovias participam com 60% e as ferrovias representam apenas perto de 30%. Estão estimados R$ 99 bilhões de investimentos governamentais na malha ferroviária, em mais de 11 mil quilômetros de extensão. Há avanços na transferência de aeroportos e rodovias à iniciativa privada, mas o mesmo não ocorre com as ferrovias e portos.
Analistas consideram o segmento ferroviário como o menos desenvolvido, entre as diversas questões de infraestrutura no País.
Outra medida reclamada para agilizar os investimentos na infraestrutura de transportes é a eliminação da excessiva burocracia e da demasiada intervenção do Estado na aprovação dos novos projetos. A participação dos capitais privados é vista como primordial para a retirada da gaveta dos projetos das obras indispensáveis, a fim de assegurar a competitividade nacional. O Brasil perde 80 bilhões de dólares anuais, em decorrência da sua ineficiência logística. O BNDES prevê considerável aumento do volume de investimentos em ferrovias, rodovias e portos, no ano vindouro. No ano em curso, o Banco deve aplicar perto de R$ 12 bilhões em logística, o que é insuficiente.
Data de Publicação: 29/10/2014 às 11:30hs
Fonte: DCI
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