quarta-feira, 29 de outubro de 2014
MS tem terceira maior área de bambu nativo do país, diz entidade
Produção será discutida em seminário em Campo Grande.
Estado tem cerca de 40 mil hectares de bambu nativo.
29/10/2014 10h57 - Atualizado em 29/10/2014 10h57
Do Agrodebate
Mato Grosso do Sul tem cerca de 40 mil hectares de bambu nativo, ocupando a terceira posição no ranking nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Bambu. A planta, conforme o presidente da entidade, Guilherme Korte, pode ser cultivada por aproximadamente 70 anos, para a colheita não é necessário um equipamento complexo e representa uma boa opção econômica para produtores rurais do estado, além de ser alternativa para áreas degradadas das propriedades.
"A área referente ao plantio de bambu em Mato Grosso do Sul ainda é pequena, porque até momento foram feitos apenas alguns experimentos com a floresta plantada", comenta Korte. No estado, a espécie nativa é a Guadua chacoensis, considerada uma das melhores comercialmente entre as mais de 1,3 mil espécies.
O cultivo do bambu será tema de palestra que o presidente da associação ministrará em Campo Grande, durante o seminário “Biomassa e madeira nobre: novas oportunidades de negócios”, que acontecerá nos dias 13 e 14 de novembro, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).
Korte apresentará na palestra as potencialidades da atividade. O especialista destaca que da planta, o produtor pode comercializar a biomassa que é a massa biológica (verde) usada para produção de energia. "O bambu é também fonte de fibra, de varas na criação de móveis artesanais, de carvão para a siderurgia e o seu broto ainda pode ser usado como alimento", acrescenta.
O produtor pode recuperar rapidamente os custos iniciais com a implantação do bambu em sua atividade, de acordo com o especialista. O desembolso inicial é de, em média, R$ 2,5 mil por hectares. O preço médio da biomassa em São Paulo (estado de referência nas vendas de bambu) é de R$ 150 reais a tonelada. Considerando que o produtor obtém no mínimo 25 toneladas por hectare, a partir do quarto ano de plantio, na primeira colheita, ele pode recuperar todo o investimento inicial. "Se ele optar pela venda da fibra, cujo preço é de R$ 300 a tonelada, em média, os lucros serão 100% maiores".
O especialista destaca que o produtor interessado pode aderir ao Pronaf - Floresta de Bambu, linha de crédito do Ministério do Desenvolvimento Agrário para o plantio desta planta. "O recurso é de até R$ 150 mil por produtor, com oito anos de carência", detalha.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário