sexta-feira, 29 de abril de 2016

Chuvas atrasam colheita de grãos de verão no RS

Chuvas atrasam colheita de grãos de verão no RS





Chuvas atrasam colheita de grãos de verão no RS
29/04/16 - 09:37 



As recentes chuvas atrasaram a colheita da soja, que poderia estar quase finalizada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, a umidade tem comprometido a qualidade do grão na região Sul do Estado, cuja retirada das lavouras está impossibilitada. Em algumas localidades, os prejuízos estão sendo monitorados e avaliados. Nesta sexta-feira (29/04), na Feira Nacional da Soja (Fenasoja), em Santa Rosa, a Emater/RS-Ascar vai divulgar os últimos números de produtividade da soja, além das demais culturas, levantados na segunda quinzena de abril.

No milho, apesar da colheita mais lenta em relação a períodos anteriores, o percentual já chega a 90% do total da área plantada. As produtividades alcançam os mesmos níveis das primeiras colheitas e apresentam boa qualidade de grãos. Nesta safra, a área plantada diminuiu, provocando aumento da demanda e uma oferta menor em relação ao ano passado.

A alta umidade no solo, associada ao frio que está iniciando, não é favorável à cultura do feijão 1ª safra, pois predispõe a planta à incidência de doenças fúngicas, principalmente a antracnose das vagens e folhas. Para evitar perdas, devem ser realizados tratamentos preventivos. A colheita do feijão avança nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, com bons rendimentos. A qualidade dos grãos colhidos também é muito boa.

A colheita do arroz está paralisada em função das fortes chuvas nos últimos dias. Mesmo assim, a colheita chega a 70% do total. É possível que com esse atraso as lavouras que ainda não foram colhidas tenham seus rendimentos afetados, reduzindo a produtividade e comprometendo a qualidade do grão. A tendência é que ao fim da colheita a produtividade média estadual, que hoje é estimada em 7.454 kg/ha, tenha que ser revista para baixo.

Cana-de-açúcar ? Nas Missões, o desenvolvimento da cana-de-açúcar tem sido muito bom, com boa expectativa de produtividade. No Litoral Norte, nos municípios de Santo Antônio da Patrulha, Osório, Maquiné, Três Forquilhas, Três Cachoeiras, Mampituba, Morrinhos do Sul e Dom Pedro de Alcântara, a lavoura encontra-se em desenvolvimento vegetativo e manejo do cultivo com capinas e adubação orgânica e química. O início da produção de cachaça está previsto para o final de maio.

Figo - A região do Vale do Caí é a maior produtora de figo do RS. Os municípios de Bom Princípio, Brochier, Feliz, Linha Nova, Maratá, São José do Hortêncio, São Pedro da Serra e São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, e Poço das Antas, no Vale do Taquari, somam, juntos, 210 ha de cultivo de figueira. A principal cultivar plantada é a Roxo de Valinhos.
O figo é colhido tanto verde como maduro. Quando colhido verde, se destina à indústria de compotas, e, quando maduro, para a indústria de doces, tipo schmier, ou para o consumo ao natural. A colheita do figo está no final e nesta safra, antecipada, em função do calor prolongado no início de outono, o que apressa a maturação das frutas.

Batata-doce ? Nos municípios de Mariana Pimentel, Barra do Ribeiro e Sertão Santana, a batata-doce está em início de colheita e comercialização. A área cultivada na região é de aproximados 2.500 hectares, com perspectiva de aumento. A produtividade média é 14 t/ha, com produto de boa qualidade Estão envolvidas nesta atividade em torno de 200 famílias. Já foram colhidos e comercializados 21,2% da produção.

Pastagens e criações
Com a chegada do outono, há algumas restrições quanto à plena oferta de pasto aos animais, pois tanto o campo nativo como as pastagens perenes começam a apresentar menor taxa de crescimento. No momento, as pastagens anuais de verão estão praticamente esgotadas, e as pastagens de inverno (aveia, azevém, trevo e cornichão) somente agora estão sendo semeadas. Importante destacar a ocorrência do vazio forrageiro do outono, que será mais perceptível neste fim de abril e durante o mês de maio.

Bovinocultura de corte - No rebanho bovino, está no fim o período de reprodução e a fase é de gestação das vacas, com expectativa de bons índices, devido às boas condições climáticas que favoreceram o bom desempenho das pastagens, principalmente do campo nativo. Segue as práticas de desmame e final de castração, visando à comercialização nas feiras especializadas de terneiros de corte.

Bovinocultura de leite - Na atividade leiteira, pastagens perenes como tifton e jiggs garantem volumoso para o rebanho, porém com certo comprometimento da qualidade, variando de acordo com o manejo adotado pelo agricultor. Pastagens anuais, como sorgos e algumas variedades de capim sudão, já estão em final de ciclo, e a produção e a qualidade estão comprometidas. Muitas áreas ocupadas por essas espécies estão sendo semeadas com pastagens de inverno. O estado corporal e sanitário do rebanho é satisfatório. A previsão de vazio forrageiro de outono será menor do que no ano passado, devido à melhor umidade e à condição das pastagens em geral.

Ovinocultura - Em algumas propriedades está sendo concluído o período de reprodução de outono, principalmente entre as raças de corte. Nas propriedades em que o encarneiramento é realizado no cedo, os trabalhos entre as raças de lã encerraram. Os cordeiros estão com escore corporal reduzido devido às condições climáticas, que favorecem a verminose. Alguns rebanhos apresentam problemas de podridão dos cascos. Os meses de março e abril são próprios para o banho de imersão, obrigatório para o rebanho ovino, para controle do piolho e da sarna ovina. O produtor deve realizar o banho de seus animais e posteriormente apresentar a nota fiscal dos produtos à Inspetoria Veterinária e Zootécnica local. Todos os rebanhos estão com os cordeiros desmamados. O momento é de término da esquila dos cordeiros nascidos no último inverno, com lã de baixo peso.


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