terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Cai concentração das 10 maiores indústrias do Brasil

AGROQUÍMICAS

Cai concentração das 10 maiores indústrias do Brasil


US$ 7,928 bilhões em vendas no ano passado
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 12/12/2017 às 10:57h.
As estatísticas de faturamento das empresas de defensivos agrícolas revelam que as dez primeiras colocadas concentram US$ 7,928 bilhões em vendas, de acordo com levantamento não oficial feito pela Aenda (Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos). O resultado significa que elas detêm nada menos que 83,20% do total do mercado brasileiro. O resultado representa uma leve queda em relação ao ano de 2015, quando as dez empresas de melhor performance concentravam 84,52% do mercado.
A liderança de vendas de agroquímicos no Brasil seguiu sendo da Syngenta, apesar de registrar uma queda de vendas de US$ 127 milhões no ano passado em relação a 2015. O resultado se refere ao primeiro ano após o anúncio da venda da companhia para a ChemChina, que não enfrentou restrições por parte do Cade, o órgão de regulação de mercado do País. A Syngenta destacou que as vendas do milho Viptera levaram a um aumento de sua participação no mercado de proteção desta cultura no Brasil. 
Segunda colocada, a Bayer também amargou queda de US$ 102 milhões em suas vendas no Brasil na mesma comparação de 2016 ante 2015. A performance da divisão agrícola foi responsável por 73% do resultado do Grupo Bayer no país. A Bayer destacou que aposta alto em seus investimentos no CEAT (Centro de Expertise em Agricultura Tropical), que monitoraram constantemente a evolução dos fungos, pragas e plantas daninhas para o desenvolvimento de soluções específicas em prol do manejo da resistência. 
Apesar de manter a terceira posição, a Basf teve a queda mais forte nas vendas entre as maiores empresas agroquímicas atuantes no Brasil, com US$ 201 milhões a menos em 2016 na comparação com o ano imediatamente anterior. O ano passado marcou o lançamento do Ativum EC, um fungicida de alta eficiência no controle da ferrugem-asiática e de outras importantes doenças da soja.
A Dow e a DuPont saltaram para a quarta e quinta posições, respectivamente, no primeiro ano após o anúncio da fusão entre as duas gigantes, apesar de o negócio só haver sido concluído em setembro de 2017. O resultado da Dow AgroSciences é creditado em grande parte ao lançamento do milho Powercore, que alia o controle de pragas à tolerância a dois tipos de herbicida, o glifosato e glufosinato, com três diferentes proteínas Bt.
Com esse cenário, a FMC caiu para a sexta posição, com uma baixa de US$ 238 milhões em 2016 sobre o ano anterior. Já australiana Nufarm saltou da nona para a sétima posição, resultado de um aumento de US$ 81 milhões na mesma base de comparação. Outra empresa a ascender é a UPL, que agora ocupa a oitava posição que já pertencia há dois anos a Adama – que ainda assim registrou um faturamento maior em US$ 34 milhões.
A Monsanto fecha o TOP 10 das maiores empresas agroquímicas no Brasil em 2016, perdendo três posições em relação a 2015 e com vendas apenas US$ 4 milhões maiores nesse período. Quem saiu deste ranking é a Arysta Lifescience, mesmo vendendo US$ 22 milhões a mais no ano passado ante 2015. Na avaliação de Tulio Oliveira, da Aenda, “não computando os efeitos das megafusões, temos visto nos últimos anos crescimento da FMC, Arysta, Ouro Fino, CCAB e Helm”.

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