segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Sem novidades, milho inicia semana com ligeiras altas, próximo da estabilidade na Bolsa de Chicago



Apenas o março/18 subia 0,25 pontos, cotado a US$ 3,47 por bushel



Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram a sessão desta segunda-feira (18) próximos da estabilidade. Perto das 8h11 (horário de Brasília), os principais contratos da commodity permaneciam inalterados. Apenas o março/18 subia 0,25 pontos, cotado a US$ 3,47 por bushel.
Sem grandes novidades, o mercado permanece trabalhando sem variações muito expressivas em Chicago, conforme destaca as agências internacionais. Como fator negativo, as cotações do cereal ainda são pressionadas pela grande oferta global.
Em contrapartida, o comportamento do clima na América do Sul, em especial na Argentina continua no radar dos participantes do mercado. Com aproximadamente 45,3% da área semeada até o momento, a preocupação é com as chuvas irregulares.
Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de embarques semanais. O relatório é um importante indicador da demanda e pode influenciar o andamento das negociações.
Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:
Pressionado pela oferta global e chuvas na Argentina, milho recua quase 2% na semana em Chicago
Mais uma vez, a semana foi negativa aos preços futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as principais posições da commodity recuaram entre 1,35% e 1,49%.
Nesta sexta-feira (15), as principais posições da commodity testaram os dois lados da tabela, mas finalizaram o dia com quedas entre 0,75 e 1,00 pontos. O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,47 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,55 por bushel.
"Além de razões técnicas, como a alta do dólar frente a diversas moedas, os preços foram pressionados por questões fundamentais, com destaque para o clima", destacou a Granoeste Corretora de Cereais.
Segundo informações da Reuters internacional, as cotações futuras do milho permanecem sendo pressionadas pela grande oferta global. Por outro lado, o comportamento do clima na América do Sul, em especial na Argentina, continua no radar dos participantes do mercado.
"Uma mudança significativa no padrão climático em toda a América do Sul deverá começar neste fim de semana e continuar pelo menos até a próxima semana", informou a MDA Weather Services em uma nota aos clientes. "Espera-se a precipitação normal acima do leste da Argentina e do sul do Brasil, o que deve levar a melhorias notáveis na umidade do solo", reforça a nota.
Também há chance de tempo mais úmido no sábado no sul de Santa Fe e no início da próxima semana para a Argentina central, ainda conforme informações das agências internacionais. Até o momento, cerca de 45,3% da área esperada para essa temporada foi semeada no país.
Ainda nesta sexta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 134,5 mil toneladas de milho para a Costa Rica. O volume negociado deverá ser entregue ao longo da campanha 2017/18.
Mercado interno
A semana foi de estabilidade aos preços do milho praticados no mercado doméstico. Em Sorriso (MT), o valor caiu 9,77%, com a saca retornando ao patamar de R$ 12,00. Em contrapartida, em Assis (SP), o valor subiu 1,21% e a saca encerrou a sexta-feira a R$ 25,00.
Na região de Campinas (SP), o ganho foi de 1,61%, com a saca do cereal a R$ 31,60. No Porto de Paranaguá, a alta também ficou em 1,61%, com a saca a R$ 31,50. As informações fazem parte do levantamento da equipe do Notícias Agrícolas.
Conforme informações reportadas pelo Cepea, a comercialização do cereal está praticamente paralisada no mercado interno. "Os vendedores estão retraídos, à espera de valores mais elevados, enquanto compradores mostram pouco interesse em negociar grandes lotes", destacou nota a entidade.
Paralelamente, a proximidade do recesso de final de ano contribui para a lentidão nos negócios. Diante desse cenário, prevalece a pressão vendedora, o que acaba refletindo em aumento nos preços nas principais praças, ainda segundo dados do Cepea.



Data de Publicação: 18/12/2017 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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