quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Soja: Preços voltam a recuar em Chicago com previsão de melhores chuvas para América do Sul



Nesta quinta-feira (14), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltam a recuar após uma ligeira tentativa de recuperação no pregão anterior


As cotações perdiam, por volta de 7h45 (horário de Brasília), entre 4,25 e 4,75 pontos, com apenas o contrato julho/18 conseguindo manter-se ainda no patamar dos US$ 10,00 por bushel. O janeiro já tinha US$ 9,74 e p maio, US$ 9,96.
O mercado internacional segue de olho na atualização das previsões climáticas para a América do Sul e as chances de melhores chuvas para a Argentina nos próximos dias ainda pressiona os preços.
De acordo com informações apuradas pela Labhoro Corretora, o modelo americano (GFS) mostra que, pelos próximos 10 dias, são esperadas precipitações mais expressivas para o o norte e leste de Buenos Aires. "Entre Rios; Santa Fé; Córdoba e sul de Santiago Del Estero – os acumulados devem oscilar entre 50 e 100 mm. Demais áreas em Buenos Aires e La Pampa com chuvas acumuladas de até 45 mm", mostra o reporte da empresa.
Ao mesmo tempo, no Brasil, as chuvas devem voltar ao Sul do país na próxima semana, segundo o Inmet. "O canal de umidade na região Central tende a diminuir e as chuvas voltariam a ocorrer no Sul do Brasil", explica o meteterologista do instituto, Mamedes Luiz Melo, em entrevista ao Notícias Agrícolas.
Ainda nesta quinta-feira, atenção às vendas semanais para exportação dos EUA que serão atualizadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas do mercado variam de 1,4 a 2 milhões de toneladas.
As vendas americanas estão mais lentas do que as da temporada anterior e também exigem um acompanhamento mais próximo dos traders. No entanto, com sua competitividade aumentando, esse ritmo poderia vir a melhorar nas próximas semanas, segundo acreditam analistas e consultores internacionais.
"A soja no golfo americano tem cerca de US$ 5 por tonelada de vantagem diante da brasileira. A argentina, neste momento, está inviável", disse a Benson Quinn Commodities.
"Então, os EUA podem ser o foco nos próximos meses".
Na última terça-feira (12), o USDA reduziu, em seu boletim mensal de oferta e demanda, a estimativa das exportações americanas de soja de 61,24 para 60,55 milhões de toneladas no ano comercial 2017/18.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
Soja fecha com leves altas em Chicago nesta 4ª feira, mas ainda sem tendência definida
Os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (13) e fecharam o dia com pequenas altas entre as posições mais negociadas. Os futuros da oleaginosa trabalharam o dia todo em campo positivo, porém, apresentando ganhos bastante tímidos.
Dessa forma, as cotações fecharam o pregão com US$ 9,78 no janeiro/18 e alta de pouco mais de 2 pontos, enquanto o maio/18, referência para a safra brasileira, ficou em US$ 10,01 por bushel. O intervalo para os preços segue bastante curto e, como explica o analista de mercado Stefan Tomkiw, da Société Générale, ainda mantendo sua tendência lateral.
Essas ligeiras altas foram reflexo de uma busca de recuperação após duas sessões consecutivas de baixa nessa semana, principalmente depois do boletim morno trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta terça-feira (12) e ainda diante da incerteza climática que ronda a nova safra da América do Sul.
"O foco principal dos traders continua sendo o clima da América do Sul, onde as chuvas previstas para o Sul do Brasil e Argentina ainda são abaixo do normal, mas com volumes melhores que as de 2 dias atrás", informa a Labhoro Corretora em seu boletim diário.
Ainda segundo a análise da corretora, "de modo geral, as condições climáticas ainda estão irregulares pelo menos pelos próximos 8 dias e os mapas estão divergindo, o que diminui o grau de confiança e assertividade nas previsões. Com as previsões atuais os preços poderão continuar negociando dos dois lados em Chicago.
Preços no Brasil
No Brasil, as cotações não obedeceram, mais uma vez, um comportamento linear entre as praças de comercialização e o interior do país. Ao lado de um dia estabilidade em Chicago, afinal, os preços sentiram ainda a pressão do dólar, que voltou a recuar nesta quarta.
A moeda americana terminou o pregão com R$ 3,3159, caindo 0,37%, diante ainda do quadro político nacional, e mais a data do julgamento do ex-presidente Lula.
“Há picos de otimismo no mercado, mas há falta de notícia concreta”, resumiu o gerente de Tesouraria do Banco Confidence, Felipe Pellegrini, ao argumentar que o quadro ainda é incerto à agência de notícias Reuters.
No interior, baixas pontuais de 0,40 a 2,36% e referências variando de R$ 56,00 a R$ 74,00 por saca. Já nos portos, os preços recuaram de forma generalizada. Em Paranaguá, a soja disponível perdeu 0,66% para R$ 75,00 e a da nova safra, 2,24% para R$ 74,30. No terminal de Rio Grande, perdas de 0,67% e 0,65%, com indicativos terminando o dia em R$ 74,50 e R$ 76,50 por saca, respectivamente.


Data de Publicação: 14/12/2017 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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