sexta-feira, 30 de junho de 2017

Alemanha investirá € 10 milhões em projetos ambientais no Brasil


COOPERAÇÃO

Alemanha investirá € 10 milhões em projetos ambientais no Brasil


Projetos de adaptação à mudança do clima e conservação da biodiversidade
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Publicado em 30/06/2017 às 09:47h.
Investimento da Alemanha destinará 10 milhões de euros para projetos de adaptação à mudança do clima e conservação da biodiversidade no Brasil. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o diretor-geral do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Karsten Sach, anunciaram, nesta terça-feira, o complemento à parceria já existente.
Além dos recursos, há também ações em andamento voltadas para temas como gestão da biodiversidade marinha e costeira. O ministro Sarney Filho destacou a importância da cooperação entre os governos brasileiro e alemão, que ocorre há mais de 45 anos. “A Alemanha é o país que tem a maior parceria histórica na área socioambiental com o Brasil e vamos intensificá-la”, declarou.
Para o diretor-geral do Ministério de Meio Ambiente alemão, a parceria trouxe avanços importantes para a conservação ambiental e deve ser continuada. “Temos bastante orgulho desta exitosa cooperação com o Brasil”, afirmou Karsten Sach, que ainda ressaltou a intenção de fortalecer a parceria: “Reconhecemos que os impactos da mudança do clima estão aumentando e, por isso, é necessário agir”.
A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) registra a assinatura recente de um total de 26 ajustes complementares vinculados ao acordo básico de cooperação entre Brasil e Alemanha. “Isso demonstra o enorme esforço conjunto dos dois países no sentido de aprimorar as nossas relações bilaterais, que já são excelentes”, afirmou o diretor da ABC, embaixador João Almino.
Apoio
O projeto de Apoio ao Brasil na Implementação da Agenda Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, que receberá 5 milhões de euros, contribuirá para aumentar a resiliência no Brasil em um prazo de cinco anos a partir de 2017.
O valor destinado ao projeto de Consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC LifeWeb) também será de 5 milhões de euros, com execução prevista até 2020. A ação tem o objetivo de administrar as áreas protegidas brasileiras em prol da preservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.

Paranaenses são exemplo de alta produtividade com biotecnologia


SOJA

Paranaenses são exemplo de alta produtividade com biotecnologia


149 sacas por hectare com uso de biotecnologia agrícola
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Publicado em 30/06/2017 às 11:57h.
Há quase duas décadas, com a introdução das sementes geneticamente modificadas (GM) no Brasil, essa tecnologia tem sido uma grande aliada dos agricultores no aumento da produtividade de forma sustentável. Entre 1998, ano da introdução da soja transgênica no Brasil, e 2017 (período em que outras 12 tecnologias foram aprovadas), a produtividade de soja, por exemplo, teve um incremento de 43% no País, passando de 2,3 toneladas por hectare para 3,3 toneladas por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O produtor Marcos Seitz, do distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR), é prova de que o uso da biotecnologia agrícola propicia ganhos concretos. Adotando soja transgênica, ele já havia sido o campeão nacional em produtividade de área não irrigada na safra 2012/13, com 117 sacas de soja por hectare. Este ano, o agrônomo de 25 anos conseguiu o feito pela segunda vez: agora com 149 sacas por hectare, número quase três vezes maior que a média nacional, de 54,5 sacas por hectare.
Neste mês, Marcos e o irmão, Alexandre Seitz, de 35 anos, foram reconhecidos nacionalmente no Desafio da Máxima Produtividade da Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), em Passo Fundo (RS). A produtividade média dos terrenos na propriedade dos Seitz, na safra 2016/17, foi de 75 sacas de soja por hectare e de 226 sacas de milho por hectare. “Conseguimos esse desempenho porque melhoramos o tratamento fitossanitário, a qualidade do solo, choveu na medida certa e a temperatura ficou numa faixa ideal, entre 15° C e 35° C”, cita Marcos.
O produtor acredita que 30% dos erros no campo estão na escolha dos materiais genéticos, de acordo com o solo e o ambiente. “A maioria das pessoas foca apenas em máquinas”, afirma Marcos. Segundo ele, o prêmio é a recompensa de muito esforço e anos de trabalho. “A gente se arrepia só de escutar, é uma felicidade enorme”, destaca.
Os Seitz fazem rotação de culturas há 17 anos. Atualmente, plantam cevada, trigo e aveia. Em setembro, vem o milho, seguido por uma safrinha de feijão. A soja volta até o início de novembro. “Nosso trabalho é algo que nunca vai ter fim. E não tem nada mais gratificante do que produzir alimentos para o mundo”, diz Marcos, que já é da quarta geração de agricultores (seus bisavós vieram da antiga Iugoslávia, atual Croácia).
Aprendendo com os campeões
O presidente do CESB, Luiz Nery Ribas, avalia que os campeões em produtividade de soja têm qualidades em comum, que devem servir de exemplo para os demais agricultores. “Todos investem em sementes certificadas, adotam as boas práticas, fazem manejo e cobertura do solo, rotação de culturas, plantio direto e arranjo espacial. São fatores constantes entre os vencedores”, diz Ribas.
Segundo ele, o Paraná vem se destacando nos desafios do CESB. “É uma área pioneira no plantio direto e, historicamente, tem condições muito favoráveis à produção”, completa Ribas.

Alerta para ocorrência de oídio nas lavouras de trigo


FITOSSANIDADE

Alerta para ocorrência de oídio nas lavouras de trigo


Paraná agora sente as consequências da estiagem
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 30/06/2017 às 13:06h.
As lavouras de trigo do Paraná, que iniciaram a safra enfrentando excesso de umidade, agora sentem as consequências da estiagem. Em grande parte das áreas tritícolas, a planta encontra-se nos estágios de alongamento e início de espigamento, porém no sudoeste do Estado, onde a semeadura foi realizada após as chuvas, a planta ainda encontra-se na fase de perfilhamento. As consequências da falta de umidade nesses estágios, entre outros, é o surgimento do oídio, doença causada por um fungo (Blumeria graminis f.sp. tritici) que desenvolve um mofo esbranquiçado sobre folhas e colmos.
O fitopatologista da Biotrigo Genética, Paulo Kuhnem, explica que o oídio leva uma vantagem em relação as outras doenças nestas condições climáticas, pois o fungo não precisa de molhamento foliar para causar a infeção e colonização. “Os esporos que chegam com o vento ao atingirem a planta de trigo conseguem germinar, infectar e colonizar o tecido foliar”.
A alternativa para reduzir os impactos da doença na safra é realizar a aplicação de fungicidas. “Na medida que a planta cresce, a cobertura da pulverização se torna mais difícil na região do colmo e na base da planta, locais que podem manter o inóculo do oídio. Desta forma é importante estar atento a intensidade da doença e realizar a aplicação de fungicidas antes do fechamento do dossel para uma adequada eficiência de controle e manutenção do potencial produtivo da cultivar”, finaliza.

Brasil será principal fornecedor diante do aumento das demandas globais por commodities


Demandas globais

Brasil será principal fornecedor diante do aumento das demandas globais por commodities


No Brasil, até 2024, incrementos nos resultados da agricultura deverão vir principalmente de ganhos em produtividade
Por:  
Publicado em 30/06/2017 às 13:28h.
Em Porto Alegre para encontro com diretores e técnicos da SLC Agricola — produtora focada em algodão, soja e milho —, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, afirmou que o país “se tornará o principal fornecedor para responder ao aumento da demanda global de importações de commodities”. Até 2050, a produção de cereais e carne terá de crescer consideravelmente para abastecer toda a população mundial.
Segundo o dirigente, ao final da primeira metade desse século, haverá 9,8 bilhões de pessoas vivendo no planeta — um crescimento de 29% na comparação com os números atuais. Desse contingente, 70% viverão em cidades. As previsões, de acordo com Bojanic, são de que os níveis de renda médios também aumentem. “Para alimentar essa população maior, urbana e rica, a produção de alimentos deverá aumentar em 70%”, afirmou.
O especialista detalhou ainda que a quantidade de cereais produzida terá de chegar a 3 bilhões de toneladas por ano. Atualmente, o volume é de 2,5 bilhões anuais. Já a produção de carne precisará aumentar em mais 200 milhões de toneladas.
Apesar dos desafios, Bojanic se mostrou otimista quanto ao futuro e ressaltou que “a erradicação da fome está ao alcance das mãos, podemos alcançá-la dentro da próxima década”.
No Brasil, até 2024, incrementos nos resultados da agricultura deverão vir principalmente de ganhos em produtividade. Segundo o representante nacional da FAO, agricultores familiares terão mais oportunidades para investir em produtos-chave como café, frutas tropicais, suínos e aves.
Sobre tendências de consumo, o diretor também destacou que, nos últimos anos, vem crescendo no mundo o interesse por hábitos alimentares mais saudáveis. Os consumidores estão mais exigentes quanto aos alimentos que chegam às suas mesas.
“No Brasil, não é diferente. Apesar de ainda ser uma tendência tímida, os brasileiros tem se mostrado cada vez mais conscientes da importância de uma alimentação saudável como para a saúde e também para a melhoria na expectativa de vida”, avaliou.

Inseto transgênico poderá ajudar a conter pragas em lavouras


BIOTECNOLOGIA

Inseto transgênico poderá ajudar a conter pragas em lavouras


Método já empregado para reduzir a população de Aedes aegypti
Por:  
Publicado em 30/06/2017 às 13:55h.
Uma traça bem diferente da que costumamos ver em roupas poderá ser uma aliada no controle de pragas em lavouras. Machos das Traças-das-crucíferas (Plutella xylostella) estão sendo geneticamente modificados para transferir um gene letal à prole.
A maneira de controlar pragas com a traça transgênica seria parecida com o método já empregado para reduzir a população de mosquitos da dengue com o Aedes aegypti geneticamente modificado (GM).  A biotecnologia insere nos insetos machos um gene que evita a sobrevivência da prole até a idade adulta. Liberando esses machos inofensivos às culturas na natureza, eles acasalam com as fêmeas, mas nenhum de seus descendentes torna-se viável, reduzindo, portanto, a população de pragas.
A traça-das-crucíferas transgênica já passou por ensaios em laboratório e estufa e será agora testada em campo, na Flórida (EUA). Há décadas, pesquisadores do setor agrícola têm lutado contra pragas de difícil controle. A traça em questão, que na fase adulta vira uma mariposa de coloração parda, tem um ciclo reprodutivo curto e põe muitos ovos, o que aumenta seu potencial de prejuízo às lavouras. Segundo os pesquisadores responsáveis, as perdas causadas pela traças-das-crucíferas podem chegar a US$ 5 bilhões por ano em todo o mundo.

Tecnologias para pecuária de baixa emissão de carbono serão apresentadas no Ceará


Plano ABC

Tecnologias para pecuária de baixa emissão de carbono serão apresentadas no Ceará


Uma das discussões em fórum, marcado para o dia 7 de julho, será em torno da produção de biogás a partir de dejetos
Por:  -Tayara Beraldi 
Publicado em 30/06/2017 às 14:05h.
Novas tecnologias e alternativas para a redução de emissão de carbono serão apresentadas no 1º Fórum sobre Pecuária de Baixa Emissão de Carbono, no próximo dia 7, no PECNordeste 2017 (Seminário Nordestino de Pecuária), em Fortaleza. O fórum realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e da Embrapa acontecerá, depois, nas demais regiões. “Vamos tratar do aproveitamento de resíduos e o consequente aumento de renda dos pecuaristas, estimulando o uso adequado do biofertilizante gerado pela própria atividade”, adianta o consultor do Mapa e médico veterinário, Cleandro Pazinato Dias.
O objetivo é sensibilizar a cadeia produtiva de bovinos de corte e leite para o uso de tecnologias que, além de reduzir emissões propiciem a sustentabilidade, como a gestão racional da água e dos alimentos, a implantação de biodigestores, compostagem e a geração de energia elétrica por meio do biogás produzido a partir de dejetos, inclusive em sistemas confinados. A avaliação sobre a viabilidade de cada projeto em todas as regiões será concluída ainda no segundo semestre deste ano.
O auditor fiscal federal agropecuário do Mapa e coordenador técnico do projeto, Sidney Medeiros, destaca a importância do projeto na contribuição da meta global do Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas na Agricultura, Plano ABC.
Voltado para produtores, técnicos, acadêmicos e agentes financiadores, o evento no Ceará é resultado de levantamentos realizados por meio do Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite”. Entre os palestrantes, além de Sidney Medeiros, estão os consultores Cleandro Pazinato Dias, Fabiano Coser e o pesquisador da Embrapa, Marcelo Henrique Otenio.

Investigação revela fraude dos orgânicos na Europa


DENÚNCIA

Investigação revela fraude dos orgânicos na Europa


1 em cada 5 alimentos apresentam vestígios de pesticidas sintéticos em Portugal
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 30/06/2017 às 14:06h.
Um em cada cinco alimentos orgânicos apresentam vestígios de pesticidas sintéticos em Portugal, revelou reportagem investigativa da revista Visão. A fraude foi descoberta através de testes de laboratório, que em 113 amostras de produtos analisadas apontaram 21 com resíduos de agroquímicos – sendo alguns acima do limite permitido até em lavouras convencionais e outros com ingredientes ativos proibidos naquele país.
Em um dos casos, por exemplo, duas couves supostamente orgânicas (ou biológicas, como são chamadas em Portugal) continham 1,2 mg de glifosato – um nível que está 12 vezes acima do limite permitido por Lei. “Os produtos, com origem nacional e estrangeira, foram adquiridos em diversas lojas e secções especializadas”, aponta a Revista Visão.
“Todos os produtos escolhidos, embalados ou a granel [e de várias marcas], estavam certificados como biológicos, com o selo respectivo. Não foram adquiridos produtos em mercados biológicos, diretamente a produtores ou vendedores de rua”, explicou o autor da reportagem.
Em alguns alimentos testados foram encontrados traços de múltiplos pesticidas sintéticos em simultâneo, sendo que um deles continha resíduos de nada menos que sete desses agroquímicos. Pela lei portuguesa, todos esses defensivos são proibidos em produtos orgânicos – que inclusive ostentavam o selo de identificação específico.
“As análises foram realizadas no Labiagro, um laboratório químico e microbiológico de controle de qualidade e segurança alimentar, especializado na determinação de contaminantes, que pertence ao Grupo ISQ. É acreditado segundo o referencial normativo NP EN ISO/IEC 17025. O Labiagro é um laboratório de referência e assegura imparcialidade, independência e confidencialidade dos resultados ?dos ensaios que realiza”, garantiu a publicação.
A Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio) defende que os órgãos responsáveis devem avaliar as denúncias. “Isto tem de ser colocado às autoridades competentes e elas têm de responsabilizar quem colocou esses produtos no mercado”, defendeu Jaime Ferreira, presidente da Agrobio.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) afirmou estar tranquila com relação ao mercado de orgânicos português, mas levará em conta o estudo da Revista Visão sobre a fraude nos produtos biológicos. O inspetor-geral da ASAE, Pedro Gaspar, disse à agência Lusa que a instituição faz regularmente a medição de pesticidas em produtos comercializados. Segundo ele, em quase dois anos (com 600 amostras, sendo 125 com rótulo orgânico), houve apenas um caso de presença de um químico não autorizado.