quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Empresas de máquinas destacam desafios da produção agrícola no país

Arroz

Empresas de máquinas destacam desafios da produção agrícola no país


Tema foi abordado na Colheita Oficial do Arroz
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Publicado em 22/02/2018 às 17:23h.
Utilização da tecnologia e rotação de culturas. Estas foram as alternativas apontadas pelos executivos das principais empresas de equipamentos agrícolas em painel realizado na tarde dessa quinta-feira, 22 de fevereiro, na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha (RS). No debate, os líderes discutiram sobre o porquê de suas empresas apostarem no Brasil.    
O diretor da CaseIH, José Henrique Karsburg, destacou que o momento é delicado para tomar decisões. De acordo com o dirigente, “enormes desafios geram importantes oportunidades”. O executivo defende que é preciso vender mais arroz e encontrar outros países importadores, a exemplo de China e Nigéria. Para ele, a questão econômica é fundamental, uma vez que se importa muito mais arroz do que se exporta. “Não há cadeia que resista. Precisamos reverter”, avaliou.
O gerente de marketing da New Holland, Cristiano Conti, afirmou que é preciso repensar determinados comportamentos. “Gestão deixa de ser produzir e vender. Cada vez mais, na gestão de uma empresa, os detalhes fazem a diferença, às margens estão apertadas e os custos têm que ser referenciados. Para Conti, a utilização da tecnologia é uma forma de buscar a eficiência. “A agricultura de precisão traz agilidade e redução de custos na utilização da água e do manejo do solo. A gente não pode se assustar com esse tipo de tecnologia. Ela vem para facilitar a condução dos equipamentos”, destacou.
O gerente de vendas, da John Deere, Eduardo Romann Martini, destacou que a população é cada vez mais urbana e alguém precisa produzir os alimentos. O dirigente analisou que, uma vez que o consumo não depende do produtor e sim do mercado, o que pode ser controlado são os custos. Martini lembrou, citando informações do Irga, que depois da terra, o maior dispêndio é com a irrigação. O incremento da receita, disse o gerente, pode ser buscado com a rotação de culturas. “A soja está para o arroz assim como o milho está para a soja”, afirmou.
O último convidado do painel foi o vice-presidente de vendas e marketing da AGCO da América do Sul, Werner Santos. O executivo destacou a importância do Brasil no contexto da economia mundial. “O país tem uma das maiores áreas disponíveis para a agricultura, além de clima favorável e potencial hídrico”. Santos ainda disse que o futuro do agronegócio passa pela diversificação. O encontro que lotou as dependências do auditório principal da Abertura da Colheita do Arroz, contou com a mediação do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) Henrique Dornelles.  

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