quinta-feira, 31 de março de 2016

CPI da Funai: Ministro Aldo Rebelo confirma interferência de ONGs estrangeiras

CPI da Funai: Ministro Aldo Rebelo confirma interferência de ONGs estrangeiras





CPI da Funai: Ministro Aldo Rebelo confirma interferência de ONGs estrangeiras
31/03/16 - 10:59

 
“Potências mundiais usam a causa indígena e ambiental, que são justas, para defender interesses econômicos, uma agenda de interferência”. A denúncia foi feita pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo, em audiência da CPI da Funai/Incra na última quarta-feira (30.03).
De acordo com Rebelo, esses países usam ONGs que supostamente atuam na “causa indígena” para “desestabilizar os interesses brasileiros”. Além dessas organizações, também setores da antropologia e correntes religiosas estariam fomentando um “abismo na sociedade”, além de disseminar relatos falsos para a imprensa internacional. 
“Temos que reparar a injustiça com os índios de forma consequente para que não sejam manipulados por agentes internos e externos, por ONGs interesseiras ou por agentes do próprio Estado, que se valem do seu sofrimento. Essas instituições doutrinam que brancos, fazendeiros e militares são inimigos. É uma campanha para desconstruir a relação e criar um abismo com os índios”, explicou o ministro.
O ministro apresentou um trabalho (feito quando ainda era deputado) apontando laudos fraudulentos, deslocamentos propositais de índios (inclusive estrangeiros) e falsificação de documentos e registros. 
Rebelo criticou ainda a assinatura pelo governo brasileiro de resoluções internacionais, como o caso da 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho): “Por que EUA, França, China e Rússia não assinaram? Ela é para causar confusão e não para dar proteção. Quem pensa na autonomia do seu país não assinou. O vácuo e a omissão do estado estão sendo preenchidos”.
O presidente da CPI, deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS), defendeu um projeto que contemple os interesses tanto de índios como de agricultores. “Um debate aberto, sem discurso encomendado, a fim de levar saúde, infraestrutura ou comprar terra legalmente, sem tirar dos proprietários de posse centenária”, concluiu.
 

Agrolink


Autor: Leonardo Gottems

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