Por volta das 09h24 (horário de Brasília), o contrato maio/17 registrava 131,90 cents/lb com queda de 240 pontos (fechamento da sessão anterior), o julho/17, referência de mercado, estava cotado a 134,05 cents/lb com desvalorização de 20 pontos
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recuam cerca de 20 pontos nesta manhã de sexta-feira (12) e estendem as perdas registradas na véspera. O mercado ainda esboça ajustes técnicos depois de demonstrar fraqueza para avançar acima de US$ 1,40 por libra-peso nos últimos dias, mas também tem pressão de informações sobre a oferta.
Por volta das 09h24 (horário de Brasília), o contrato maio/17 registrava 131,90 cents/lb com queda de 240 pontos (fechamento da sessão anterior), o julho/17, referência de mercado, estava cotado a 134,05 cents/lb com desvalorização de 20 pontos. Já o vencimento setembro/17 caía 25 pontos, a 136,40 cents/lb, e o dezembro/17, mais distante, recuava 20 pontos e estava sendo negociado a 139,75 cents/lb.
Além de ajustes técnicos, de acordo com o analista da Origem Corretora, Anilton Machado, o mercado recuou e perdeu os ganhos registrados nos últimos dias também acompanhando movimentos dos fundos e especuladores. "Vendas de fundos e especuladores fizeram com que as cotações recuassem, devolvendo os ganhos verificados no pregão anterior", disse em relatório na véspera.
No Brasil, também por volta das 09h24, o tipo 6 duro era negociado a R$ 455,00 a saca de 60 kg em Patrocínio (MG) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 455,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estava sendo cotado a R$ 445,00 a saca. Os negócios com café seguem isolados nas praças de comercialização do país.
Veja como fechou o mercado na quinta-feira:
Café: Bolsa de Nova York cai cerca de 250 pts nesta 5ª feira sem forças para ir acima de US$ 1,40/lb
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) caíram cerca de 250 pontos nesta quinta-feira (11) e voltaram ao tom negativo dos últimos dias. O mercado recuou após se aproximar de US$ 1,40 por libra-peso nos vencimentos mais distantes na véspera e com as informações sobre a oferta na safra 2017/18 ainda repercutindo entre os operadores. Além disso, também houve movimentação dos fundos na sessão.
O contrato maio/17 fechou a sessão de hoje cotado a 131,90 cents/lb com queda de 240 pontos, o julho/17, referência de mercado, registrou 134,25 cents/lb também com recuo de 240 pontos. Já o vencimento setembro/17 encerrou o dia com 136,65 cents/lb e desvalorização de 235 pontos e o dezembro/17, mais distante, caiu 235 pontos, fechando a 139,95 cents/lb.
Além de ajustes técnicos, de acordo com o analista da Origem Corretora, Anilton Machado, o mercado recuou e perdeu os ganhos registrados nos últimos dias também acompanhando movimentos dos fundos e especuladores. "Vendas de fundos e especuladores fizeram com que as cotações recuassem, devolvendo os ganhos verificados no pregão anterior", disse em relatório. Na véspera, as cotações tiveram ganhos próximos de 150 pontos.
Os investidores também acompanham informações sobre a oferta global do grão na safra 2017/18, que não deve apresentar tantos problemas como se imaginava inicialmente. "As perspectivas de oferta em 2017/18 parecem cada vez mais positivas: as preocupações iniciais sobre a geada no Brasil e a escassez de chuvas no Vietnã afetando as culturas de 2017/18 diminuíram", reportou a OIC (Organização Internacional do Café) em seu relatório mensal.
De acordo com o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, o mercado apresentou alta na véspera encontrando certo apoio na divulgação de exportações do Brasil. Apesar da baixa nesta quinta, o especialista ainda acredita que a tendência é positiva para as cotações. "A ação geral de preços ainda é considerada positivo e implica que maiores tentativas de rally são possíveis no curto prazo", disse em relatório.
O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) reportou pela manhã que o Brasil exportou em abril 2,13 milhões de sacas de 60 kg de café, um decréscimo de 13,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita cambial ficou em US$ 369 milhões, com o preço médio da saca em US$ 173,63, um aumento de 2,7% e 18,7%, respectivamente na comparação com abril de 2016.
Mapas climáticos apontam que não estão previstas chuvas significativas em áreas produtoras de café nesta semana, principalmente Minas Gerais. Também não há informações de frio intenso nas principais regiões produtoras, o que ameniza a preocupação dos operadores de que geadas possam afetar a produção do grão.
A colheita já começou em áreas produtoras do Brasil. Segundo dados da Safras & Mercado, os trabalhos já atingiram 6% até o dia 8 de maio. Levando em conta am projeção da consultoria de produção de café em 51,1 milhões de sacas de 60 kg, é apontado que foram colhidas 3,2 milhões de sacas.
Já O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta estimativa de produção de café no país em 46,4 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,7% em relação ao mês anterior. Os dados foram influenciados pelos aumentos das estimativas de produção do café arábica em São Paulo e do café canephora em Rondônia.
Mercado interno
Os negócios com café nas praças de comercialização do Brasil seguem isolados diante da divergência nos preços ofertados e os pedidos pelo produtor e também diante da colheita no Brasil. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP) apontou que algumas torrefadoras voltaram a procurar por arábicas de qualidade intermediária e grãos robusta nos últimos dias.
Até o momento, conforme pesquisadores do Cepea, o volume adquirido ainda é limitado, uma vez que a disponibilidade destes cafés está restrita e algumas torrefadoras ainda têm o produto em estoque.
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação na cidade de Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca cotada a R$ 500,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Patrocínio (MG) com queda de 3,13% e R$ 465,00 a saca.
O tipo 4/5 anotou maior valor de negociação em Franca (SP) (-2,08%) e Varginha (MG) (-1,05%), ambas com 470,00 a saca. Franca (SP) teve a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável) e Varginha (estável), ambas com saca a R$ 465,00. A maior variação dentre as praças no dia ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 2,22% e saca a R$ 440,00.
Na quarta-feira (10), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 458,39 e alta de 0,94%.
Data de Publicação: 12/05/2017 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário:
Postar um comentário